Pacto de moda: marcas globais de peso se unem em prol da sustentabilidade

Campanha fall 2019 de Stella McCartney em parceria com o Extinction Rebellion, movimento que discute os efeitos da mudança climática. (Foto: Reprodução)

Não há uma frente na moda hoje que não esteja impactada pelas questões ambientais. A sustentabilidade vem mobilizando a indústria para um caminho emergente de restruturação e transparência, com novas formas de fazer e consumir. A boa notícia é que grandes nomes da indústria da moda, esportes e estilo de vida, além de mega fornecedores e varejistas, também estão alinhando sua políticas e práticas pela diretriz ambiental.

Em julho desse ano, a Stella McCartney, marca referência em sustentabilidade, foi anunciada como nova integrante do guarda-chuva de luxo do conglomerado francês LVMH — ao qual pertencem marcas como Louis Vuitton, Givenchy e Dior.  Para além das ações vendidas, a designer passou também a ocupar uma posição específica no departamento de sustentabilidade da LVHM como assessora especial de Bernard Arnault, presidente e CEO do conglomerado francês.

Apresentação da coleção verão 2020 de Stella McCartney durante a semana de moda masculina de Milão. (Foto: WWD)

O passo dado pela LVMH, ao adquirir uma marca icônica deste alinhamento ambiental, somado à parceria com MaCartney na área estratégica, foi um marco para que outros grupos da categoria também tomassem partido. O resultado mais visível foi a reunião de diversas marcas e conglomerados de luxo durante o encontro do G7, que aconteceu no fim de semana passado em Biarritz na França.

No início do ano, o presidente francês Emmanuel Macron deu a François-Henri Pinault, CEO do grupo Kering — o histórico rival da LVMH —, a missão de reunir grandes players da moda envolvidos em estratégias ambientaisRivalidades de lado, 32 empresas líderes da indústria da moda e têxtil assinaram o Pacto de Moda, uma iniciativa inédita que consiste em um conjunto de estratégias e objetivos compartilhados pelos quais a indústria pode trabalhar para reduzir seu impacto ambiental.

Ao centro, Emmanuel Macron, presidente da França, François-Henri Pinault, da Kering, à direita com os representantes do Pacto de Moda (Foto: reprodução)

Entre as 32 marcas estão Adidas, Burberry, Carrefour, Chanel, Ermenegildo Zegna, Galleries Lafayette, Gap, Giorgio Armani, H&M, Hermes, Karl Lagerfeld, Kering, Moncler, Nike, Nordstrom, Grupo Prada, Puma, Ralph Lauren, Salvatore Ferragamo, Selfridges, Stella McCartney e outros.

Os objetivos do Pacto de Moda estão posicionados em três áreas essenciais, sob a  bandeira Science Based Targets: Redução do Aquecimento global (criando e implantando um plano de ação para alcançar o objetivo de zero emissão de gases de efeito estufa até 2050); Restauração da biodiversidade (preservar ecossistemas naturais e proteger espécies); Proteção dos oceanos (remoção gradual do uso de plásticos descartável na cadeia de moda).

Além desses compromissos, outros facilitadores devem ser implementados como o uso da Economia Circular, educação da nova geração de designers, colaboração intersetorial para soluções chave em áreas relacionadas à biodiversidade, mudança climática e oceanos, apoio a inovação em torno das principais tecnologias e suporte para desenvolvimento de materiais de baixo impacto, rastreabilidade, medição e monitoramento de impactos e resultados.

“Competir para ver quem pode ser o mais saudável e o mais requintado é uma grande  e válida competição”, disse William McDonough, co-fundador do Fashion for Good.

 

 

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